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| Bom Dia Visitante - 05/09/2010 | |
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Seja um de nós"Os Voluntários são a alma do Movimento" O Voluntariado é um dos sete princípios fundamentais da Cruz Vermelha, adoptados na XX Conferência Internacional de 1965, e em recomendações da XXV Conferência Internacional de 1986. Voluntariado - "A Cruz Vermelha é uma instituição de socorro voluntária e desinteressada." Voluntário - É a pessoa que contribui de diversas formas, sem procurar lucro ou recompensa, mas com a convicção de que age para o bem da comunidade, procurando, com isso, alguma satisfação. Neste sentido, a Cruz Vermelha acolhe e encoraja o oferecimento de pessoas que desejem, voluntariamente, colaborar com a Instituição. O Voluntariado assume, neste contexto, uma posição de suma importância, transversal a toda a atuação da Cruz Vermelha, apoiando projetos e ações que se desenvolvem a diferentes níveis.
AS VANTAGENS DE SER VOLUNTÁRIO "Os Voluntários não são como os outros" As possibilidades proporcionadas aos voluntários variam muito consoante o tipo de serviço e as ações desenvolvidas pelas Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em todo o mundo. As possibilidades enunciadas em baixo são aquelas que podem ser consideradas ideiais, variando o seu grau de acessibilidade.
O VOLUNTARIADO NA CRUZ VERMELHA O trabalho voluntário esteve sempre no cerne da ideia de Cruz Vermelha. Quando Henry Dunant - fundador do Movimento - viu os soldados feridos e moribundos na Batalha de Solferino, rapidamente reuniu populações das aldeias mais próximas para lhes prestar auxílio, tendo mais tarde escrito "Recordação de Solferino". Não seria possível formar sociedades de auxílio que cuidassem dos feridos em tempo de guerra, através do trabalho zeloso, devoto e qualificado de voluntários?, interrogou-se Henry Dunant. Dunant viu a urgência do auxílio humanitário e as populações responderam às necessidades. Desta visão de há quase 150 anos, cresceu o Movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Hoje, existem Sociedades Nacionais em 176 países em todo o mundo, numa rede humanitária global que envolve quase 100 milhões de membros e voluntários. Os voluntários agem, porque percepcionam as necessidades e porque lhes querem dar resposta. Atenuar o sofrimento humano é, porém, mais fácil onde esse fenômeno é visível. Em muitos países em vias-de-desenvolvimento, as carências são evidentes. Aí, a recruta de voluntários é um desafio. Quando se fala da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, muitas pessoas pensam apenas nas ambulâncias ou em voluntários que distribuem comida. Esta é, porém, apenas uma pequena janela do nosso trabalho. Os nossos voluntários estão envolvidos em programas de juventude, primeiros socorros, resposta a catástrofes, apoio a refugiados, campanhas de saúde e outros programas de auxílio aos mais vulneráveis. Saliente-se que o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho atende, nualmente, a mais de 200 milhões de pessoas vulneráveis. O trabalho voluntário é diferente do trabalho pago, na medida em que lhe são inerentes características que o tornam especial. Desde logo, os voluntários têm uma forte motivação pessoal,a qual produz um grande impacto no beneficiário. Os voluntários trabalham em part-time, pelo que, ao combinar esta atividade com uma outra, podem fazê-la durar muitos anos e com maior empenho. Finalmente, os voluntários pertencem à comunidade local, conhecem os seus recursos e necessidades e, quando existe uma catástrofe, já lá estão. A Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho são a maior organização de Voluntariado no mundo, marcada por uma forte e longa tradição neste campo. Porém, o Voluntariado não é fácil, na medida em que exige da organização uma adaptação constante aos novos parâmetros e às novas exigências que se colocam. Seja qual for o modelo de Voluntariado aplicado por uma SN, ele tem sempre que moldar-se às necessidades locais, às vulnerabilidades locais e à resposta dos voluntários locais. PONTOS DE PARTIDA PARA O TRABALHO VOLUNTÁRIO Cada Sociedade Nacional (SN) é livre de desenvolver o seu próprio modelo de voluntariado, de acordo com a situação local e em consonância com a Política de Voluntariado da FICV/CV. Na avaliação do voluntariado, a SN não deve ser comparada com outra SN, mas sim com as melhores performances verificadas no respectivo país.> O desenvolvimento do Voluntariado é sempre parte integrante do desenvolvimento organizacional e de programas, pelo que não pode ser feito separadamente. Os voluntários são recrutados para desenvolver tarefas específicas. A recruta de voluntários bem sucedida é resultado do balanço entre as necessidades dos beneficiários, a organização e os voluntários. O voluntariado custa dinheiro e tem que ser financiado. O seu desenvolvimento é um investimento. O trabalho voluntário e o desenvolvimento devem ser incluídos no planeamento, apelos e orçamentos. A gestão do Voluntariado implica um conhecimento específico, que têm que ser estudado. As SN's devem ser encorajadas a aprender umas com as outras e com outras organizações de Voluntariado, bem como a aproveitar outras oportunidades de aprendizagem. AS SN's numa determinada região devem apoiar-se mutuamente, através da troca de conhecimentos e bons exemplos. O Secretariado da FICV/CV deve identificar as SN's mais avançadas em determinados aspectos do Voluntariado e usá-las como exemplo a seguir :
Na Conferência Internacional do Movimento em 1999, os governos reconheceram a crescente importância do trabalho desempenhado pelos voluntários na distribuição de serviços. Mas ainda mais importante é o contributo que estes dão à sociedade civil. Os governos devem reconhecer isto não apenas nos discursos, mas também na legislação, nos impostos e nos mecanismos de apoio. Devemos lembrar-lhes o valor dos voluntários, enaltecendo o seu trabalho ao longo deste ano, fortalecendo o trabalho humanitário voluntário, e mostrando que fazemos a diferença na vida das Pessoas |
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